Os principais argumentos legais (a “arma” da Constituição)
Estes pontos demonstram por que o projeto afronta a espinha dorsal jurídica do país.
- Usurpação do Poder de Império (Imperium)A execução forçada e a expropriação de bens não são atos administrativos de cobrança, mas sim manifestações do poder coercitivo do Estado. O parecer deixa claro que agredir o patrimônio de um cidadão contra a vontade dele é atividade exclusiva do Estado, delegada estritamente a juízes investidos de jurisdição.
- A Barreira Inviolável do Artigo 236 da CFOs cartórios (serventias extrajudiciais) foram criados para atos baseados no consenso, na voluntariedade e na fé pública declaratória. O parecer aponta uma incompatibilidade material intransponível: tabeliães não possuem autorização constitucional para praticar atos que exijam coerção, força e resistência.
- Violação do Devido Processo Legal (Contraditório Diferido)O projeto cria um cenário perigoso onde o cidadão primeiro sofre a agressão e a expropriação patrimonial em âmbito privado (no balcão do cartório) para, somente depois, ter o direito de buscar socorro e tutela do Estado no Poder Judiciário.
